Final Fantasy XIV

8 Games Fracassados que Não Podem ser Esquecidos

Pra cada sucesso incrível como Fallout 4, há pelo menos um projeto de jogo que acaba tão mal que danifica a indústria como um todo. Jogos fracassados podem se manifestar de várias formas, a partir de projetos que fazem grandes promessas e não oferecem, aos títulos altamente antecipados que apenas nunca foram lançados. Fracassos transcendem a própria ruína, destroem reputações e vidas, resultando numa perda maciça de receita e dignidade e, com sorte, o fim altamente público de uma carreira. Aqui estão alguns jogos que falharam tão maciçamente que toda a indústria quer que sejam apagadas das nossas memórias.

SimCity 2013

SimCity 2013

O reboot de 2013 da longa franquia SimCity da EA foi tão severamente fracassado que a própria EA admitiu que o lançamento foi “tosco” e ofereceu um jogo de graça pra qualquer um que comprou SimCity como um pedido de desculpas, que é como um restaurante dando-lhe uma refeição pra se desculpar por envenenando. Os jogadores queixaram-se pela obrigatoriedade de estar conectado à Internet, das falhas dos servidores e tamanhos irrealisticamente pequenos das cidades. Uma semana após o lançamento, a Amazon parou de vender o jogo e EA cancelou os planos de marketing, resultando numa enorme perda de receita. Levou quase um ano pra EA adicionar um modo offline, mas já era tarde demais pra fazer diferença – a EA se tornou o pior vilão dos games

Clang

Clang

O “revolucionário” jogo de esgrima controlado por movimentos chamado Clang recebeu mais de meio milhão de dólares em financiamento de gamers ávidos, mas o projeto nunca conseguiu passar da fase de protótipo. Clang é uma ideia incrível no papel, mas o criador do jogo, autor de ficção científica Neal Stephenson, admitiu que o protótipo não era nada divertido e cancelou todo o projeto sem a menor cerimônia, com todo o dinheiro investido já gastado num jogo que nunca existiu. Nunca houve um seppuku virtual mais apropriado do que Stephenson e agora os jogadores estão ainda mais hesitantes em colocar dinheiro em qualquer financiamento coletivo.

Fez 2

Fez

Phil “Fish” Poisson, fundador da Polytron e um dos temas do documentário Indie Game de 2012, tinha planejado uma sequência pro seu popular jogo de plataformas e quebra-cabeças, Fez, mas o projeto se desintegrou depois que Fish foi pro Twitter e teve um colapso muito público. Fish se envolveu numa controvérsia ao afirmar que os Youtubers deviam dinheiro aos desenvolvedores de jogos, foi fiel à sua promessa e não desenvolve jogos desde 2013 – esse já foi tarde.

Godus

Godus

Se você pode dizer alguma coisa sobre Peter Molyneux, é que ele é um game designer incrivelmente ambicioso. E se há um problema nos seus projetos fracassados é que eles eram ambiciosos demais. Combine os dois e você tem Godus, um jogo de estratégia onde os jogadores controlam um “deus”, comandam uma população e enviam-na pra dominar áreas circundantes. O jogo nunca ficou pronto e a companhia de Molyneux, 22cans, nunca entregou o jogo pros investidores que jogam no Linux. Ainda mais triste, o vencedor do jogo anterior da 22cans, Curiosity, deveria ganhar vantagens únicas no multiplayer de Godus, mas o trabalho nunca se materializou, deixando o vencedor com as mãos vazias e a promessa jogada no lixo.

Afro Samurai 2: Revenge of Kuma

Afro Samurai 2

O primeiro jogo da série Afro Samurai nunca vendeu muito bem, então as razões pra uma sequência ainda são um mistério. Mas Afro Samurai 2 foi tão ruim que a desenvolvedora Versus Evil retirou o jogo das lojas, removeu todas as opções de download dos consoles e ofereceu reembolso a qualquer infeliz que havia gastado dinheiro com DLC. O jogo era apenas uma parte de uma trilogia, mas todas as versões subsequentes foram canceladas, tornando esta uma das falhas mais colossais na história dos games. Afro Samurai 2 nunca teve uma sequência, mas os fracassos da Versus Evil sim, através de Armikrog… Que ainda não cumpriu suas promessas do Kickstarter anos mais tarde.

Final Fantasy XIV

Final Fantasy XIV

Em desenvolvimento de 2005 até 2010, Final Fantasy XIV foi previsto pra ser lançado em vários consoles, mas os problemas de desenvolvimento e desacordos reduziu o jogo pro status somente PC, alienando muitos jogadores. Depois de lançado, os jogadores criticaram tudo, desde a interface até o jogo em si e, em pouco tempo, desenvolvedores e até o produtor foram demitidos de suas posições enquanto uma nova equipe foi formada pra salvar o jogo… Mas só após o lucro anual da empresa ser reduzido em quase 90% por causa do enorme fracasso. Um reboot, A Realm Reborn, foi lançado com a aclamação da crítica em 2013, mas isso foi apenas um passo pra reconstrução de uma marca manchada.

Cheetahmen II

Cheetahmen II

Há coisas neste mundo tão vergonhosamente ruins que desenvolvem um culto por todas as razões erradas – e Cheetahmen II é uma dessas coisas estranhas. Aparecendo pela primeira vez num jogo mal-programado de NES chamado Action 52, Cheetahmen nunca foi nada além de uma cópia barata de Tartarugas Ninjas. Mas seu breve jogo de alguma forma justificou o desenvolvimento de uma sequência inacabada. Cheetahmen II não era pra ser lançado, mas uma pequena horda de cartuchos foi encontrada num depósito e foram vendidos em 1996. O jogo é impossível de jogar devido a bugs, mas um projeto Kickstarter em 2012 financiado pelos “retro-nerds” republicou o jogo, agora jogável, mas ainda cheio de erros ortográficos. Bom trabalho, Internet.

Code Hero

Code Hero

No entanto, outro fracasso do Kickstarter, Code Hero prometeu introduzir os jogadores ao mundo da codificação usando um ambiente interativo e métodos não-tradicionais. Mas os criadores do projeto nunca conseguiram usar os US $ 170.000 de financiamento que receberam pra completar o seu próprio código. A entrega do jogo foi prometida pra 2012, mas o principal líder da equipe abandonou o navio em 2014, deixando um vazio completo na administração, com exceção de um modo beta privado que ainda está sendo usado. Code Hero procurou fazer do mundo um lugar melhor ajudando os jogadores a desenvolverem competências pro futuro, mas o próprio programa ainda nem sequer existe.

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