13 Reasons Why: 5 pontos fortes e 5 pontos fracos da 2ª temporada

A segunda temporada de 13 Reasons Why, finalmente, chegou à Netflix na última sexta-feira (18). Os fãs da série precisaram esperar mais de um ano para saber o outro lado da história de Hannah Baker, que cometeu suicídio após uma série de eventos em sua vida.

Atenção: o conteúdo a seguir pode conter spoilers da 2ª temporada de 13 Reasons Why.

Em seu segundo ano, 13 Reasons Why mostra não só um olhar diferente para os mesmos eventos descritos por Hannah Baker em suas fitas, como também diversas situações que ela não mencionou em seu relato. Além disso, a série apresenta o julgamento da Liberty High School, após processo movido pelos pais da falecida adolescente.

A lista a seguir apresenta cinco pontos fortes e outros cinco pontos fracos da segunda temporada de 13 Reasons Why. Veja abaixo.

Pontos fortes

1) Fechamento da história de Hannah

Embora muitos tenham classificado a segunda temporada como “desnecessária”, a história em torno do suicídio de Hannah Baker precisava, sim, de uma nova sequência de episódios para conclusão. A primeira temporada deixou muitas pontas soltas, além dos tradicionais ganchos de curiosidade nos minutos finais do último capítulo.

Como destacado anteriormente, a segunda temporada de 13 Reasons Why apresenta outros pontos de vista para a história e fatos além dos descritos por Hannah Baker. Parecia sem sentido, por exemplo, o arco envolvendo Zach Dempsey – até que a situação é explicada e envolve até mesmo um romance iniciado nas férias de verão.

2) Crescimento de Clay e Olivia na trama

As atuações de Dylan Minnette como Clay Jensen e Kate Walsh como Olivia Baker, mãe de Hannah, na segunda temporada de 13 Reasons Why são elogiáveis. O roteiro por trás de cada personagem também merece elogios.

Clay Jensen ganha profundidade em suas oscilações de intenção. Na maior parte do tempo, o jovem quer fazer justiça por Hannah, mas, em certos momentos, ele quer jogar tudo para o alto após descobrir mais informações sobre a sua amada durante o julgamento.

Olivia Baker, por sua vez, cresce após separar-se de Andy e apresenta-se como uma mulher forte. Ela encara todo o julgamento de cabeça em pé e lida com a sua própria culpa no suicídio da filha entre altos e baixos pessoais. É uma das personagens mais humanas da temporada.

3) Fim factível para Bryce

Meu grande receio com a segunda temporada de 13 Reasons Why era que a história de Bryce Walker, o grande vilão que estupra Hannah e Jessica Davis – entre outras personagens -, acabasse como novela da Globo, onde o vilão se dá muito mal, com prisões absurdamente longas ou mortes em situações absurdas.

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Era de se imaginar que Bryce fosse preso, embora isso só tenha acontecido nos momentos finais da segunda temporada em um contexto inesperado – logo após o veredicto do processo contra a Liberty ter sido anunciado. Contudo, por ser réu primário e ser de uma família rica, com um time de advogados por trás, não daria para imaginar o vilão por muito tempo atrás das grades.

O final de Bryce Walker foi tão real que, no fim das contas, o cúmplice Justin Foley ficou preso por mais tempo que o próprio autor do crime. Justin passa mais tempo na cadeia por não dispor dos mesmos recursos que o ex-amigo e, especialmente, por não ter uma família para recebê-lo em caso de soltura. A situação mostra, inclusive, que os sistemas judiciário e prisional são falhos – não só nos Estados Unidos ou no Brasil, mas no mundo todo.

4) A história de Justin

Na primeira temporada, já dava para sentir que Justin Foley não era, exatamente, um vilão. Aliás, 13 Reasons Why é elogiável, justamente, por não apresentarem os personagens em cenário de maniqueísmo – até mesmo Bryce tem momentos de bondade, como na cena de sua infância, e Hannah tem passagens com desvio de personalidade, especialmente após ter revelado que fez bullying contra uma garota em sua antiga escola.

A história de Justin, como um todo, trabalha a linha entre o bem e o mal de forma muito tênue, em um contexto humano. E, na segunda temporada, isso se torna ainda mais evidente, com os desvios de personalidade do adolescente se contrapondo a um senso de justiça que o fez salvar, até mesmo, as vidas de Clay ou Bryce na cena em que Jensen aparece com uma arma na porta da casa do mauricinho.

5) Atuações mais consistentes

Por contar com atores mais jovens, era de se esperar que 13 Reasons Why não tivesse tantas atuações consistentes em sua primeira temporada. Contudo, no segundo ano da série, os atores se firmaram bem em seus papeis.

Dylan Minnette como Clay Jensen já foi citado como um dos destaques em outro item, embora tenha sido mais por sua história do que por sua também boa interpretação. Há de se destacar, ainda, as interpretações de Alisha Boe como a emocionalmente destruída Jessica Davis, Miles Heizer como o cada vez mais problemático Alex Standall, Devin Druid como como o desajustado Tyler Down.

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Os atores que fazem os vilões também parecem perfeitos para seus papeis. Justin Prentice é o playboy inconsequente em pessoa, enquanto Timothy Granaderos como Montgomery de la Cruz faz um dos personagens mais repudiáveis de 13 Reasons Why. Os novos nomes também se saem bem, especialmente por Anne Winters, que interpreta a patricinha Chlöe Rice.

Do núcleo adulto, além da já citada Kate Walsh como Olivia Baker, é importante citar a atuação de Derek Luke como Kevin Porter. O personagem ganhou profundidade com sua interpretação.

Pontos fracos

1) Caminho aberto para uma desnecessária 3ª temporada

Como disse anteriormente, a segunda temporada de 13 Reasons Why era necessária para apresentar o outro lado da história de Hannah Baker, acrescentar fatos que não foram contados e concluir o arco de todos os citados nas fitas. Era importante ter mais capítulos da série.

Entretanto, enxergo a chegada de uma terceira temporada como algo desnecessário. A história de Hannah Baker já foi concluída. Forçar uma continuação, com foco em Tyler Down, não parece uma opção interessante, especialmente se o estilo de narrativa for preservado.

Aliás, toda a situação em torno de Tyler Down parece forçada. A história do problemático personagem é salva pela interpretação de Devin Druid, mas não é o bastante para confirmar sua importância no enredo.

2) Cenas desnecessárias

A segunda temporada de 13 Reasons Why sofre com dois tipos de cenas desnecessárias: os flashbacks com direito a cenas repetidas e os momentos desagradáveis, com requinte de detalhes intensos demais para o telespectador.

As cenas de flashback, especialmente com repetição, só se fizeram necessárias porque a Netflix demorou muito para lançar a segunda temporada. Houve um intervalo de 13 meses e meio até que o ano dois de 13 Reasons Why estivesse disponível.

Caso o intervalo não fosse tão grande, a segunda temporada poderia contar com enredos mais enxutos e diretos, especialmente nos cinco primeiros capítulos.

As cenas desnecessárias também foram problemáticas na primeira temporada, como as descrições gráficas dos estupros e do suicídio. A situação se repete na segunda temporada, com o perturbadora agressão sexual de Tyler e repetição dos abusos contra Hannah e Jessica.

A impressão passada é que tais cenas perturbadoras só entraram na edição final para chocar o telespectador e gerar repercussão. A temática por si só já causa impacto, então, os recursos gráficos são dispensáveis.

3) A presença de Hannah

Um dos grandes mistérios da segunda temporada seria se Hannah Baker estaria presente na série, já que ela comete suicídio no último episódio do 1° ano da série.

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Além de estar, obviamente, nas cenas de flashback, Hannah também aparece nas representações atuais. Contudo, a personagem foi inserida de um jeito tosco, quase novelesco: como uma espécie de fantasma ou espírito que persegue Clay e, no geral, mais atrapalha do que ajuda em suas tomadas de decisões.

Como Katherine Langford foi um dos grandes destaques da primeira temporada, os envolvidos na produção, provavelmente, se sentiram pressionados a acrescentá-la de foram mais recorrente nos episódios seguintes. Porém, realmente, não precisava colocá-la como “Gasparzinho”. Pegou mal.

4) Tony e Alex pouco explorados

Esperava, pessoalmente, que Alex Standall e, especialmente, Tony Padilla crescessem mais na trama da segunda temporada. Contudo, isso não acontece da forma esperada.

A trama de Alex ganha profundidade na segunda temporada, especialmente graças aos problemas físicos gerados pela tentativa de suicídio. Só que um personagem tão rico em nuances não poderia ser retratado apenas como um sujeito debilitado, explosivo e inconformado com sua situação.

A história de Tony, por sua vez, é a grande decepção, já que pouco de sua relação misteriosa com Hannah é revelado e o que se apresenta em seguida – as prisões por não conseguir controlar sua raiva – são um tanto aleatórias. Muitas pontas da primeira temporada ficaram soltas. E, assim como no caso de Alex, Tony é um personagem rico em nuances que ficou de lado para atender a outras tramas.

5) Novos personagens pouco acrescentam

Era previsível a entrada de novos personagens na segunda temporada para abranger o outro lado do suicídio de Hannah Baker. Todavia, as novidades não acrescentaram tanto.

Caleb, namorado de Tony, é um mero coadjuvante. Cyrus e a irmã Mackenzie servem mais para dar uma razão para Tyler seguir na temporada e criar uma trama alternativa, que deve se tornar a principal na terceira temporada. Parecia que Scott Reed, da turma de atletas, seria importante, mas não teve grande relevância na história.

A única personagem que teve sua entrada devidamente justificada foi Chlöe Rice, namorada de Bryce Walker. Embora tenha decepcionado em sua intenção por denunciar o namorado por estupro – e, nas últimas cenas da segunda temporada, entende-se o porquê -, a patricinha tem relevância na história e sua trama pode ter desdobramentos na terceira temporada.

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