8 Filmes Sci-Fi Cientificamente Precisos

Sempre que um novo filme sci-fi é lançado, os cientistas se divertem expondo todos os erros cometidos. Mas, às vezes, os filmes fazem o dever de casa. Pra provar isso, aqui estão alguns que receberam o selo de aprovação da comunidade científica.

Perdido em Marte (2015)

perdido em marte

Além de descrever as dificuldades de estabelecer vida em outro planeta, Perdido em Marte também foi observado pela atenção aos detalhes. Até mesmo Hayden Planetarium e Neil deGrasse Tyson aplaudiram o filme por sua precisão em vários detalhes sutis, como a representação da gravidade em Marte – apenas 30 a 40% da Terra, demonstrado na queda lenta dos objetos e quando Matt Damon transporta tanques de cem quilos como se não pesassem nada. Além disso, Dr. Robert Zubrin disse ao The Guardian que o “estilingue” usado pra resgatar Damon não só é possível, como já aconteceu na vida real. Esta técnica foi desenvolvida pelo matemático Michael Minovitch e usada pra arremessar as sondas Pioneer 10, Mariner 10 e Voyager 1 pra Júpiter e além.

Lunar (2009)

lunar

Antes de Lunar chegar aos cinemas em 2009, Duncan Jones apresentou uma exibição de seu filme pra NASA no Centro Espacial de Houston e ouviu perguntas e reclamações sobre como ele retratou uma escavação na Lua. Na verdade, eles ficaram surpreendidos com o seu conhecimento. Por exemplo, um cientista mencionou que estava trabalhando em uma maneira de usar “rochas e sujeira lunares pra fazer concreto, o que é conhecido como “lunarcrete” ou “mooncrete”. Ele também recebeu elogios por retratar uma operação automatizada com um supervisor humano, a opção mais rentável. Duncan Jones está muito à frente do seu tempo.

Primer (2004)

primer

Por mais inverossímil que pareça, alguns cientistas afirmaram que a viagem no tempo pode ser possível e alguns filmes e seriados já fizeram representações teoricamente corretas. Infelizmente, Primer de Shane Carruth, que apresenta dois homens que, acidentalmente, constroem uma máquina do tempo numa garagem, não é um deles. Na verdade, nenhuma ciência sobre viagem no tempo existe neste filme. O que é preciso é a degradação da gravidade em que Aaron e Abe originalmente trabalham. De acordo com o efeito de Meissner, supercondutores podem ser utilizados pra degradar a gravidade, o que significa fazer as coisas flutuarem. A única outra coisa precisa: viagem no tempo descoberta por acaso. John Bardeen criou acidentalmente o transistor, dizendo que “há muitas histórias na história das inovações onde se caminha pra uma coisa e há um efeito colateral que acaba por ser a novidade valiosa”. Agora, se alguém pudesse criar acidentalmente uma bateria de iPhone que não é drenada em menos de um dia, isso sim seria inovação.

Fonte da Vida (2006)

fonte da vida

Este filme infinitamente – ou talvez excessivamente – complexo de Darren Aronofsky é provavelmente a última coisa a qual se espera precisão. Durante o filme, Izzi, diagnosticada com um tumor cerebral terminal, filosofa sobre o sentido da vida e como toda a vida, na verdade, toda a criação, está conectada. De acordo com o grande Carl Sagan, isso é verdade, pois tudo o que existe vem de “material das estrelas”. O que Sagan colocou tão poeticamente é o fato de que cada elemento na tabela periódica é forjada nos corações nucleares das estrelas e enviada por todo o Universo quando estas estrelas explodem. Curiosidade: as explosões podem durar cerca de um mês. Então, como Sagan disse, tudo no planeta, incluindo você e até uma folha, é feito do mesmo material.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004)

brilho eterno de uma mente sem lembranças

Criminosamente esquecido, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, estrelado por Jim Carrey, apresenta um retrato fiel da perda de memória. Enquanto a ciência pode argumentar que este filme não foi bem escrito, a memória ainda é mostrada com precisão no filme. Pra este procedimento acontecer, a síntese de proteína no cérebro teria que ser bloqueada enquanto que uma memória é disparada. À medida que aprendemos e lembramos das coisas, as formas dos nossos cérebros realmente mudam, ainda que num nível minúsculo. Quando uma memória é acessada, novas conexões entre a memória e tudo o que está acontecendo no momento do recolhimento são criadas. Basicamente, os novos caminhos pra memória são pavimentados. Fácil, né? Tudo o que falta é uma máquina suficientemente precisa pra identificar essas conexões e enviá-las rapidamente. Por que a demora, ciência?

Minority Report – A Nova Lei (2002)

minority report

Apesar de prever com precisão um crime ser quase impossível, algumas das outras ciências em Minority Report não só são possíveis, como já existem. Ao longo do filme, Tom Cruise usa todos os tipos de dispositivos que caracterizam as interfaces “multi-touch” e scanners de retina. Spielberg não só previu a criação desta tecnologia, ele previu o quão generalizada ela se tornaria. E desde que o filme chegou aos cinemas, companhias de tecnologia começaram a desenvolver algumas das outras coisas que aparecem nele, como os insetos robóticos e anúncios personalizados.

Interstellar (2014)

interstellar

Interestelar, de Christopher Nolan, rapidamente se tornou a presa pros cientistas minuciosos em todos os lugares. Mas, enquanto é fácil falar das falhas do filme – quatro palavras seguidas com F, feio, né? – as coisas que ele retrata corretamente são muitas vezes esquecidas, como os buracos negros e buracos de minhoca. Com a ajuda de Kip Thorne PhD., Nolan usou equações da relatividade geral de Einstein quando chegou a hora de representá-las visualmente. De acordo com Thorne, eles construíram a imagem de forma metódica e com tanta atenção ao detalhe que “teve 23 milhões de pixels na imagem, inteiramente baseada na resolução das equações de Einstein”. Thorne também é rápido em apontar que eles não encontraram nada de novo, mas desenvolveram novas formas de criar estas simulações. Assim, não só o filme é preciso, ele também contribuiu um pouco pra ciência.

2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)

2001 uma odisseia no espaço

Além de descrever a tecnologia que temos agora, o épico de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisséia no Espaço merece atenção pela sua representação do silêncio no espaço, onde ninguém pode ouvir um motor de transporte e muito menos quaisquer gritos. Além disso, Kubrick consultou especialistas aeroespaciais pro design da nave e pros trajes usados ​​pelos astronautas. Ele encarregou o especialista com a concepção de naves espaciais precisas até nos botões, alavancas e luzes. Sua maior contribuição: a falta de um formato aerodinâmico pro ônibus espacial, pois tal coisa não seria necessária no vácuo do espaço. O resultado não é apenas um filme cientificamente preciso, mas com uma precisão que estava muito à frente de seu tempo.

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