A estranha trajetória da franquia X-Men nos cinemas

A história das franquias de super-heróis nos cinemas não vai muito mais longe do que você esperava. Sim, os filmes originais do Superman, com Christopher Reeve no papel do herói, tecnicamente se qualificam para esse posto. Mas a primeira franquia real começou há apenas 17 anos, com o primeiro longa dos X-Men, dirigido por Bryan Singer e produzido pela Fox. Nessa época, ninguém tinha certeza se quadrinhos poderiam se tornar rentáveis no cinema. Só que os mais de US$ 300 milhões de bilheteria de X-Men, ganhos com um título que custou US$ 75 milhões, mudou esse panorama por completo.

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Dois anos depois, em 2002, Homem-Aranha quebrou recordes de bilheteria, após arrecadar US$ 114 milhões apenas em seu final de semana de estreia, e reforçou a ideia de que mais quadrinhos seriam adaptados para as telonas, a partir daquele momento. Em 2003, Singer dirigiu a sequência de X-Men, e foi melhor que o original, seja na qualidade ou nos números de bilheteria. Até hoje, muitos afirmam que X-Men 2 ainda é o melhor filme de toda a franquia. Resultado: em apenas quatro anos, Hollywood se transformou, e viu que filmes baseados em HQ’s eram lucrativos.

Dias sombrios

Só que a partir daí, uma série de decisões estranhas aconteceram, e colocou em cheque o futuro de uma série de filmes que começou promissora. As portas para Bryan Singer se fecharam, e Brett Ratner assumiu seu lugar para X-Men 3: O Confronto Final. Uma série que tinha foco em personagens atraentes e sequências de ação espetaculares rapidamente se transformou em uma história com tramas sem sentido e algumas decisões equivocadas.

Por exemplo, ter matado o Ciclope e o Professor Xavier, retirar os poderes de Magneto e basear a maior parte da história na Fênix Negra são algumas dessas escolhas que não funcionaram. Tudo aconteceu de uma vez em um único filme, e uma franquia antes promissora precisou puxar os freios.

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Três anos após o desastre de Brett Ratner, A Fox só piorou as coisas com o lançamento de X-Men Origens: Wolverine. Mais decisões ruins foram tomadas, já que o diretor Gavin Hood mostrou seu desastre criativo ao introduzir o popular Deadpool, mas transformando-o em uma espécie de mutante zumbi sem mente. Nesse momento, parecia que a Fox juntava seus roteiristas e os perguntava: “OK pessoal, como vamos arrancar mais alguns dentes dos fãs dos X-Men?”. As coisas pareciam estar sombrias.

Um retorno triunfante

Eis que seis anos depois de X-Men 2, finalmente a Fox pareceu ter percebido que precisava de mais dedicação para fazer bons filmes da franquia novamente, especialmente para competir com os recém-chegados longas da Marvel. Os dias de domínio de X-Men pareciam ter chegado ao fim, e a série precisava de um tapa na cara, se quisesse sobreviver em um ambiente que se tornou competitivo. Como resultado disso, a Fox esqueceu X-Men 3 e Origens, e chamou Matthew Vaughn para dirigir X-Men: Primeira Classe, para colocar tudo de volta aos eixos.

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Primeira Classe estreou para uma audiência animada, já que o filme iria contar a história dos homens que se tornaram o Professor X e Magneto. Na época, muitos o consideram o melhor longa da franquia, após os dois primeiros filmes, o que marcou um novo início para a série.

Logo após, um novo filme solo do Wolverine viu a volta das histórias de qualidade, seguido do retorno de Bryan Singer em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido. O que parecia uma causa perdida conseguiu ser revivida por completo, muito por conta do retorno do diretor original (e a Fox nem perdeu tempo em assinar com ele para X-Men: Apocalipse).

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Mas não foi apenas o retorno de Singer que reviveu a franquia. Deadpool tem um grande crédito nessa história, já que o filme do anti-herói se tornou o mais lucrativo de toda saga X-Men. Mostrou que a Fox conseguiu sair de sua zona de conforto, e foi recompensada pelo risco que assumiu. Além disso, provou que a franquia não precisa da história principal dos X-Men para fazer sucesso, e abriu as portas para todos os tipos de ideias.

Estamos vendo uma série de novas ideias para o futuro próximo da franquia X-Men. O filme mais recente do Wolverine, Logan, foi voltado para adultos; Deadpool 2 já está a caminho e a Fox estreou, recentemente, a série de TV Legion, que se passa no mesmo universo dos filmes da saga. E com a recepção apenas mediana de Apocalipse, o estúdio já mostrou que não quer voltar a época de X-Men 3 e Origens.

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Foi uma jornada longa e estranha para a primeira franquia de super-heróis autentica de Hollywood. Ela já foi surpreendentemente divertida, se tornou terrível, e depois retornou aos dias de glórias, após um hiato de quase uma década longe dos filmes de qualidade. Com um elenco de personagens variados, da mesma forma que acontece nos quadrinhos, podemos afirmar que não veremos o último filme da franquia X-Men tão cedo. Mas se há algo que aprendemos nessa história, é que a Fox precisa escolher seus diretores com cautela.

Fonte: CheatSheet


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