Crítica: Aquaman se destaca por seus visuais, atuações e história

Aquaman estreou nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (13) e marcou o único lançamento do ano para os filmes do Mundos da DC, o nome oficial da franquia. Arthur Curry, enfim, se tornou a estrela de seu próprio longa, que deve satisfazer os fãs por conta de vários aspectos, apesar de alguns pequenos problemas na sua execução.

Confira abaixo uma crítica de Aquaman.

Atenção: spoilers abaixo

Sinopse

O primeiro ato do filme mostra rapidamente as origens de Arthur Curry/Aquaman, após sei pai, Tom, e sua mãe, a Rainha Atlanna, se conhecerem. Com o passar do filme, algumas cenas também mostram o treinamento do herói, que contou com a ajuda de Vulko, para se tornar o Aquaman.

Mera acabou pedindo a ajuda do herói para evitar que seu meio-irmão, o Rei Orm/Mestre do Oceano, decida declarar guerra contra a superfície, e para isso, pede para que Arthur se torne o novo Rei de Atlântida. O Aquaman aceita ajudá-la, mesmo de forma relutante, mas acaba duelando contra seu irmão e perde, em um primeiro momento.

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No segundo ato, Mera escapa com o Aquaman para que eles possam recuperar o tridente do Rei Atlan para ajudar Arthur a derrotar seu irmão. Nesse meio tempo, se aventuram no deserto do Saara, precisam lidar com o vilão Arraia Negra (que quer vingança contra o herói por considerá-lo o responsável pela morte de seu pai no início do filme), enfrentam o Reino do Fosso e vão até o Mar Oculto, onde encontram Atlanna, que estava presa por lá.

No ato final, Arthur consegue pegar o Tridente de Atlan após enfrentar o Karathen, criatura guardiã do objeto. Enquanto isso, Orm faz Atlântida lutar contra os demais povos subaquáticos para que eles o ajudem em sua guerra, mas o Aquaman aparece e consegue derrotar seu irmão, evitando assim um conflito entre terra e mar.

Na única cena pós-créditos do filme, o Arraia Negra é resgatado pelo Doutor Shin, um cientista obcecado em encontrar Atlântida. O vilão aceita levá-lo até o Reino Perdido, com a condição de que ele o ajude a matar o Aquaman.

Crítica

Sem sombra de dúvidas, o aspecto que chama mais a atenção de quem assiste Aquaman são os seus efeitos especiais, que são mais do que espetaculares. Foi um trabalho muito bem feito pela equipe responsável (apesar de um pequeno contratempo, que já falaremos mais abaixo), que criou uma Atlântida de encher os olhos do público com seus animais e sua tecnologia. No mínimo, o filme deve receber alguma indicação ao Oscar nessa categoria.

Também vale citar o desempenho de Jason Momoa e Amber Heard como Aquaman e Mera, respectivamente. Como disse anteriormente, na avaliação de Liga da Justiça, Momoa se encaixou muito bem para o papel de Arthur Curry, ao optar por uma versão do herói que é um pouco rebelde, mas de bom coração. É uma ótima forma de fazer o público levar o personagem mais a sério, após ele passar vários e vários anos sendo ridicularizado por aí.

Já Amber Heard também foi uma ótima surpresa do filme. Em alguns momentos, chegou até mesmo a roubar o protagonismo de Jason Momoa e mostrou ser uma personagem poderosa dentro do universo de filmes da DC. Uma justiça mais do que feita, já que sua participação em Liga da Justiça se resumiu a uma cena que pouco acrescentou para o longa da equipe. Esperamos vê-la novamente em breve.

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Também vale citar o desempenho de Nicole Kidman com Rainha Atlanna e Yahya Abdul-Mateen II como David Kane/Arraina Negra. Esperamos vê-los em uma possível sequência.

Também vale ser destacado o trabalho do diretor James Wan, que optou por uma história mais simples (apesar de um pouco clichê e pequenos problemas que já abordaremos) e leve, que diferente de outras críticas, não acredito que ficou “boba” demais, e consegue entreter o público. E ela também funciona sem praticamente depender dos demais longas da DC, passando realmente a impressão de um filme solo. Sem falar que em alguns momentos, lembra a série Indiana Jones.

No fundo, também foi uma boa opção para nos fazer esquecer um pouco o tom mais sombrio do início da franquia, que também se tornou motivo de críticas. E as piadas e brincadeiras, apesar de não serem do mesmo nível dos filmes da Marvel, ajudam a quebrar um pouco o clima. E, claro, Aquaman é um filme que possui vários momentos de ação, que foram bem distribuídos em sua duração, para a alegria dos fãs do gênero.

No entanto, nem tudo são flores dentro de Aquaman, que possui alguns pequenos problemas que podem ser facilmente corrigidos para uma sequência. E vamos falar novamente dos efeitos especiais. Sim, eles são espetaculares e chamam a atenção do público, mas em alguns momentos, passa a impressão de que o filme foi feito apenas para enaltecer esse ponto. Poderiam ter dado uma maneirada que o resultado continuaria espetacular. Algo um pouco mais pés no chão é bem vindo para um próximo filme, caso contrário, será mais do mesmo.

O Aquaman e Mera são bem trabalhados, mas o mesmo não pode ser dito para os demais personagens do filme. Atlanna e o Arraia Negra poderiam ter tido um pouco mais destaque, por mais que a história precisasse ignorar um pouco os dois para o seu andamento. O mesmo pode ser dito para o interessante Vulko, mentor do herói. Já outros rostos parecem ter sido acrescentados apenas para aumentar o elenco do filme, como foi o caso de Nereus, interpretado por Dolph Lundgren, que pouco acrescentou para a história.

E falando no Arraia Negra, ele é um vilão muito mais convincente e interessante que Orm/Mestre do Oceano, que deixou um pouco a desejar como antagonista principal. Que a justiça seja feita com David Kane para a sequência.

Voltando a falar da história, por mais que seja simples e leve, ela acaba se tornando clichê em alguns momentos, além de ficar um pouco bagunçada em certas partes. Por conta disso, o filme acaba com uma duração um pouco longa, o que pode cansar o público. Diria que alguns minutos a menos, bem como algo contado de forma mais direta, teria sido o ideal para o longa.

Fim dos spoilers

Veredito

Aquaman pode não ser aquela obra prima dentro do gênero dos super-heróis, mas mostrou um resultado muito bom que deve satisfazer o público, além de ser promissor. Com certeza, esperamos ver Arthur Curry novamente em ação algum dia. Só que o ponto mais importante é que ele ajudou a transformar um personagem normalmente ridicularizado em alguém que será levado mais a sério a partir de agora. E que também seja uma espécie de ponto de virada para a DC, que ainda não engrenou com sua franquia nas telonas.

Nota: 8/10

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