Crítica: visuais, enredo e elenco fazem de Pantera Negra um ótimo filme

Pantera Negra fez sua estreia nos cinemas brasileiros na última quinta-feira (15), e já podemos dizer, logo de cara, que o primeiro filme da Marvel estrelado por um super-herói negro foi um grande sucesso. Com a sua mistura de tecnologia com as tradições da nação africana de Wakanda, o longa só reafirma o sucesso de todo o Universo Cinematográfico da Marvel (UCM).

Confira abaixo uma análise de Pantera Negra.

Sinopse

Pantera Negra tem início com uma abertura visualmente bonita, que explica as origens do valioso metal vibranium em Wakanda, a formação da nação africana e o surgimento do Pantera Negra; seguido de um flashback que é de fundamental importância para o filme.

Depois, o longa realmente tem início, ao mostrar o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) e sua cerimônia de coroação como novo Rei de Wakanda. Antes, precisou derrotar M’Baku (Winston Duke), líder da tribo Jabari, que não aceita ser governada pelo Pantera Negra. Neste momento, conhecemos mais sobre a tradicional, mas também tecnológica Wakanda, e os demais personagens secundários, como Nakia (Lupita Nyong’o), Okoye (Danai Gurira), Shuri (Letitia Wright) e a Rainha-Mãe (Angela Basset).

No segundo ato, T’Challa e seus aliados tentam capturar Ulysses Klaue (Andy Serkis), vilão que apareceu em Vingadores: Era de Ultron, que já causou sérios problemas para o país. No local, o novo Rei de Wakanda encontra o agente da CIA, Everett Ross (Martin Freeman), que faria um acordo com Klaue, que chega a ser capturado, mas é resgatado pelo grande antagonista do filme, Erik Killmonger/N’Jadaka (Michael B. Jordan).

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No entanto, o vilão acaba matando Klaue, levando seu corpo como prêmio para Wakanda e exigindo o direito do trono da nação. T’Challa aceita seu desafio, mas acaba derrotado por Killmonger e é jogado de uma enorme cachoeira para sua aparente morte.

Aqui, é revelado o que ocorreu no flashback do filme, que é de grande importante para a história: N’Jobu, irmão de T’Chaka e tio de T’Challa, traiu Wakanda após deixar Klaue entrar na nação, por acreditar que o país deveria partilhar seus conhecimentos para o mundo. T’Chaka é forçado a matar o irmão por conta disso e pede para que Zuri guarde segredo. E deixam o pequeno Erik para trás, apenas para encontrar o corpo de seu pai.

E para o ato final, Nakia, Shuri e a Rainha-Mãe encontram T’Challa ainda com vida, resgatado por M’Baku e os Jabari. Ele recupera seus poderes de Pantera Negra e desafia Killmonger para um novo duelo, se sagrando vencedor dessa vez e recuperando o trono da nação.

Na primeira cena pós-créditos, T’Challa vai até a ONU e diz que, a partir de agora, Wakanda irá compartilhar sua tecnologia para o mundo. E na segunda, é revelado que Shuri está ajudando Bucky Barnes/Soldado Invernal (Sebastian Stan) a se recuperar de sua lavagem cerebral, feita pela Hydra.

Crítica

Pantera Negra tem diversos aspectos positivos que merecem ser ressaltados. O primeiro é a qualidade de seu elenco, que obviamente, é composto por muitos atores negros, já que o filme se passa em uma nação africana, mesmo que fictícia. Chadwick Boseman pode não ter sido brilhante, mas fez um bom trabalho ao dar vida para o Pantera Negra e transmitir sua insegurança ao ter de assumir o trono sem a presença do pai e confrontá-lo após descobrir a verdade sobre o que aconteceu no flashback, durante sua ida a um reino espiritual.

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Vale o destaque também para Michel B. Jordan como Erik Killmonger, que já pode ser considerado um dos grandes vilões que já apareceram no Universo Cinematográfico da Marvel (UCM). Diferente de outros antagonistas da franquia, Killmonger tinha razões pessoais por trás de seus objetivos e era guiado pelo puro ódio que desenvolveu após a morte de seu pai. Eis uma figura que não se encaixa nas reclamações de que a franquia não tem vilões memoráveis e muito ameaçadores.

Também vale destacar o trabalho de Lupita Nyong’o como Nakia, outra prova de como que a atriz vem ganhando destaque dentro de Hollywood; de Letitia Wright como a genial Shuri, que também é um dos alívios cômicos do filme (ao lado de M’Baku) e de Danai Gurira como Okoye, que soube transmitir toda a devoção da guerreira por Wakanda que já vimos nos quadrinhos.

(Vale lembrar também a presença de Forest Whitaker como Zuri e de Daniel Kaluuya como W’Kabi, que apesar do pouco tempo de tela que tiveram, mostraram a qualidade de todo o elenco do filme)

Mas Pantera Negra também é bom por várias outras questões. Sua história pode ser simples, mas é muito bem contada, sem qualquer tipo de enrolação ou muitos enredos secundários que poderiam confundir o público. Visualmente, o filme também é muito bonito, seja por conta da coloração de seus belos figurinos (incluindo próprio traje do Pantera Negra), as luzes da parte tecnológica de Wakanda ou os belos visuais da natureza local.

E, claro, não podemos nos esquecer da tão querida ação que os fãs desejam ver em um filme do gênero, que aparece durante toda a duração de Pantera Negra e foi bem intercalada com a história do filme.

Um aspecto que também pode ser ressaltado é a questão do humor. Um ponto de críticas de alguns especialistas é que os longas do UCM costumam até exagerar na questão de brincadeiras e piadas, como ocorreu em Guardiões da Galáxia Vol.2, por exemplo. No caso de Pantera Negra, parece que esse problema foi solucionado. Sim, existem espaços para algumas piadas e brincadeiras, mas pareceu algo mais natural e sem certos exageros. Só não saberemos se foi escolha do diretor Ryan Coogler ou um pedido da própria Marvel.

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Para concluir os aspectos positivos do filme, atualmente existe um pedido para que Hollywood dê mais atenção para atores negros e até mesmo de outras etnias. Quem sabe, Pantera Negra não foi passo importante para ajudar a melhorar esse aspecto dentro da indústria cinematográfica, altamente criticada por conta disso. Já podemos dizer que seu impacto cultural pode ser dos grandes.

Por fim, existem apenas dois pontos que não são exatamente negativos, mas que valem ser citados: primeiro, a trilha sonora, que tinha de tudo para ser memorável, não teve lá um grande destaque dentro do filme. E segundo, acredito que a fotografia de Pantera Negra podia ter ousado um pouco mais. Não que faltem cenas filmadas de formas e ângulos diferentes, pelo contrário, mas com um herói acrobata como T’Challa, era possível ter explorado isso com mais afinco.

Veredito

Com visuais de encher os olhos, uma história simples, mas bem construída e executada, e um elenco que fez um bom trabalho, Pantera Negra já está entre os principais filmes solo de todo o UCM. E os fãs já nem veem a hora de ver T’Challa novamente em ação. E não demorará muito. O filme só nos deixou mais animados para a estreia do aguardadíssimo Vingadores: Guerra Infinita, próximo lançamento da franquia.

Mas também fica nossa torcida para T’Challa voltar a ser protagonista em uma possível sequência de Pantera Negra. E se levarmos em conta o sucesso do filme, é apenas uma questão de tempo até que a Marvel faça um anúncio oficial.

Nota: 9,5/10

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