Games que prometeram demais e decepcionaram – parte 3

Com mais e mais jogos sendo lançados a cada ano, há muita pressão pra que cada título se destaque nas prateleiras. Num esforço pra angariar a atenção dos jogadores, os desenvolvedores muitas vezes exageram a respeito das características inovadoras dos seus novos jogos. Às vezes, essas características são verdadeiramente revolucionárias, mas muitas vezes elas acabam sendo – na melhor das hipóteses – mundanas ou – na pior das hipóteses – desperdício de potencial. Abaixo estão alguns exemplos de jogos com características sensacionalistas que absolutamente não corresponderam às expectativas.

Mass Effect 3 – Escolhas

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Além do romance entre humanos e alienígenas, a série Mass Effect é mais conhecida por como suas escolhas afetam o enredo, como deixar Ashley – a soldada gostosa e durona – ou Kaidan – o chorão – viverem. O principal ponto de venda da série era que as decisões em jogos anteriores podem afetar os acontecimentos nos novos títulos. Em última análise, esta característica não aconteceu em Mass Effect 3. Você optou por salvar ou matar a rainha Rachni durante o primeiro Mass Effect? Não importa, porque você será forçado a lutar contra a Rachni “doutrinada” independentemente da sua decisão. Ainda mais problemático é o fim do terceiro jogo. Independentemente de suas escolhas anteriores, você ainda está limitado a três opções finais. O “Extended Cut” mudou um pouco isso, mas não tirou o gosto ruim na boca dos jogadores.

Batman: Arkham Knight – Batmóvel

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A Rocksteady Games escolheu agitar a sua venerável franquia Arkham se concentrando fortemente no Batmóvel em Batman: Arkham Knight. No início, esta parecia ser uma ideia linda. Quem não gostaria de atropelar os capangas do Duas-Caras? Infelizmente, o ostensivo foco no veículo ficou rapidamente cansativo. Depois da quarta batalha de tanques nas ruas de Gotham City, você vai desejar voltar a ler os quadrinhos do Batman e muitos jogadores simplesmente optaram por andar pela cidade, como nos primeiros jogos da Rocksteady.

Deus Ex: Human Revolution – Chefões

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Não me leve a mal – Deus Ex: Human Revolution é um ótimo jogo. No entanto, houve um aspecto que decepcionou a maioria dos fãs: as batalhas contra os chefes. O Deus Ex original dava várias opções de como lidar com esses inimigos ciborgues. Você poderia até mesmo matá-los numa conversa, se soubesse sua frase de auto-destruição. Revolution apenas ofereceu mais opções de como atirar em ângulos diferentes da maneira mais simples e banal possível. A versão “Director’s Cut” deu mais opções de como matá-los, incluindo hackear o sistema e robôs pra fazer o seu serviço sujo. No entanto, lutar ainda é a única opção. Compare isso com a série Fallout, onde muitas vezes você pode negociar com os vilões, ao ponto de, possivelmente, nunca ter que lutar contra nenhum deles.

Resident Evil 5 – Cooperação

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Resident Evil 4 agradou milhares de fãs, apesar da abordagem mais ação e menos sobrevivência, então muitos ficaram ansiosos pela sua sequência. A Capcom não queria simplesmente refazer o 4, portanto o quinto jogo introduziu um foco na cooperação. Em Resident Evil 5, você pode alternar livremente entre o veterano Chris Redfield e a estreante Sheva Alomar. Você pode deixar o controle controlar o outro personagem ou se juntar a um amigo ao seu lado ou através da Internet. A primeira opção foi um problema, no entanto, porque o computador era burro demais. Também não há nenhuma maneira de desligar a cooperação, o que significa que o jogo te força a este estilo, mesmo com toda a inutilidade da Inteligência Artificial. Além disso, em um nível temático, este elemento cooperativo arruína completamente o suspense que deriva dar a sensação de isolamento que a série trabalhou tanto pra construir.

Super Mario Sunshine – F.L.U.D.D.

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Com Super Mario Sunshine, a Nintendo claramente queria recapturar a magia de Super Mario 64, além de adicionar alguns novos elementos. Sua aposta foi o F.L.U.D.D., um dispositivo de atirar água que Mario usa nas costas. O dispositivo é conceptualmente interessante, mas os jogadores nunca encontraram o seu pleno potencial. Você pode usá-lo pra empurrar os inimigos e explorar os mapas, mas na maior parte do tempo, o F.L.U.D.D. é usado pra lavar pinturas, uma atividade que parece a antítese de um jogo de plataforma. Além disso, Mario é um encanador, não um renovador de casas, certo? Sem falar que você tem que recarregá-lo constantemente. Claro, isso é realista, mas não é divertido ter que correr pra praia mais próxima cada vez que precisar matar uma planta piranha.

Alone in the Dark (2008) – Tudo

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Os desenvolvedores do remake / reboot de Alone in the Dark prometeram uma litania de ideias inovadoras de jogabilidade. Isso inclui um sistema de inventário em tempo real, a capacidade de usar objetos comuns como armas e carros pra dirigir por Nova York infestada por demônios. Enquanto todas estas características apareceram no jogo, a sua implementação desajeitada não correspondeu às expectativas de muitos jogadores. Claro, você pode pegar qualquer cadeira e bater num vilão, mas balançá-la com o analógico direito é complicado. As seções de carro são enfurecedoras – teria sido mais fácil dirigir através de hordas de demônios na vida real do que neste jogo. Talvez o maior pecado do jogo, no entanto, é o sistema de inventário. Enquanto um sistema em tempo real é divertido como uma forma de tensão, a execução é tão estranha, que verificar seus bolsos da jaqueta normalmente significa que seu cérebro será devorado por um diabinho itinerante antes de você falar “onde está o meu isqueiro?” Esse jogo só não é pior do que o filme que o Uwe Boll fez – a propósito, como eu odeio esse cara.

SOMA – Sobrevivência

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SOMA contém um enredo sci-fi terrivelmente sombrio, personagens convincentes e uma atmosfera inesquecível. O elemento de “survival horror”, no entanto, deixa algo a desejar. Como o protagonista do jogo, Simon Jarrett, você deve explorar uma instalação submarina em ruínas, evitando monstros de outro mundo. Muito parecido com o outro jogo de sucesso da Frictional Games, Amnesia: The Dark Descent, você não pode lutar contra essas criaturas. No início, estes encontros são assustadores, mas, eventualmente, eles simplesmente se tornam irritantes, pois servem apenas como barreiras pra você chegar até a próxima parte da rica história do jogo. Além disso, é irrealista como narrativa, pois considerando todos os equipamentos de laboratório e máquinas espalhadas, Simon poderia muito bem improvisar uma arma e tentar a sorte na veia jugular de um monstro.

BioShock 2 – Big Daddy

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Um grande ponto de venda pro BioShock 2 foi jogar como um Big Daddy – um dos enormes monstros autômatos do primeiro jogo. Enquanto BioShock 2 não é um jogo ruim, em última análise, jogar como um Big Daddy teve poucas diferenças entre jogar com um humano. A sequência realmente parece mais como uma expansão DLC do que um título independente. BioShock Infinite, por outro lado, realmente abalou a fórmula ao adicionar novos personagens, cenários e habilidades. BioShock 2 ainda é divertido, principalmente pelo DLC Minerva Den, mas se você não tiver muito tempo disponível, sugiro pular o segundo título quando for jogar The Collection.

No Man’s Sky – Tudo

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Por onde começar? A exploração é repetitiva, os planetas são todos iguais, o prometido “multiplayer” simplesmente não aconteceu, as criaturas alienígenas parecem ter saído de um episódio do Barney misturado com chá de cogumelo e chegar ao centro do Universo foi a experiência mais decepcionante da história dos games. Eu já disse isso aqui outras vezes, mas vou repetir: nunca – NUNCA – compre pré-venda.

E se você quer ainda mais decepções, confira a parte 1 deste artigo aqui: www.einerd.com.br/games/games-que-prometeram-demais-e-decepcionaram/
E a parte 2 aqui: www.einerd.com.br/games-que-prometeram-demais-e-decepcionaram-parte-2/

Fonte: http://www.grunge.com/17587/hyped-game-features-didnt-meet-expectations/

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