O que os críticos acharam de X-Men: Apocalipse?

As primeiras críticas de X-Men: Apocalipse já estão circulando pela internet – e frustrando os fãs esperançosos. O quão ruim são os comentários? Vamos conferir.

USA Today

X-Men Apocalipse 1

Brian Truitt dos USA Today resume o filme em “o X-Men mais recente na franquia de filmes é apenas X-meh”. Truitt passa a criticar a “história sem brilho” com “muitos personagens e poucas nuances ou novidades. […] O filme fica dividido entre saber se quer se concentrar nas crianças antigas, como Xavier e Mística, ou ir com tudo pros novatos […] Mesmo depois de duas horas e meia, não há tempo de tela o suficiente pra reunião abarrotada.”

Entertainment Weekly

X-Men Apocalipse Jean Grey Noturno

Dando ao filme uma nota “C”, Chris Nashawaty da Entertainment Weekly escreve que, com Apocalipse, a franquia X-Men deu “um passo gigante pra trás” em comparação à qualidade do Primeira Classe e Dias de um Futuro Esquecido. “Apocalipse é uma grande bagunça com uma meia dúzia de muitos personagens, um vilão que equivale a um grande nada azul e uma narrativa que é tão agitada e mal editada que parece que você está assistindo a um ‘flipbook’ vez de um filme”, ele argumenta. Obs: Flipbook é quando o seu colega de classe pega um bloquinho de papel, faz uma série de desenhos e passa todos em sequência formando uma animação tosca.

Enquanto Nashawaty eventualmente afirma que Apocalipse não é “de todo ruim”, ele dá atenção ao problema especial do vilão titular “desinteressante”, bem como o constante corte do diretor Bryan Singer de uma subtrama pra outra. Nashawaty argumenta que Singer “parece esforçado em prevenir que o público se envolva com qualquer personagem ou subenredo […] é um filme que tem de tudo em demasia, exceto as coisas que deveriam ser mais importantes – novidades, criatividade e diversão.”

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Variety

X-Men Apocalipse Magneto

Geoff Berkshire do Variety detestou o filme, alegando que o enredo sofre de um “caso desgastante de está-lá-pronto-é-isso” que se preocupa mais com efeitos visuais do que contar história. “Desde o prólogo, situado no Vale do Nilo por volta de 3.600 aC, é claro que Singer tem o objetivo de levar o público pra um passeio de montanha-russa de arregalar os olhos, embora ao fazê-lo, ele deixa pra trás qualquer pretensão de contar uma história coerente ou desenvolver os personagens.”

Assim como outros críticos, Berkshire critica o filme por jogar muitos personagens e subtramas, até o ponto em que se torna “fácil esquecer até mesmo McAvoy ou Fassbender quando eles estão fora da tela por muito tempo […] Talvez ele deveria ter saído enquanto estava por cima”, Berkshire escreve sobre Singer. “Este é facilmente o menos atraente, surpreendente e satisfatório X-Men de Singer.”

Hollywood Reporter

X-Men Apocalipse Mística 2

Já podemos perceber um padrão. Escrevendo pro The Hollywood Reporter, o crítico Todd McCarthy argumenta que “menos é mais” em Apocalipse, que ele compara com um “carrinho de bate-bate dos pesadelos” que tem muitos personagens e pouco enredo. “Narrativamente confuso e atolado com tantos personagens que você desiste de entendê-los o tempo todo enquanto, simultaneamente, lamenta não ver mais aqueles que realmente queria de volta, o quarto filme X-Men de Bryan Singer […] inegavelmente constrói um desfecho dramático cataclísmico […] Mas, principalmente, ele parece inchado na ambiciosa tentativa de embaralhar o máximo de mutantes e personagens super-poderosos quanto possível numa história de um deus ressuscitado pronto pra conquistar o mundo.”

Chicago Tribune

X-Men Apocalipse Tempestade

No caso de bons – Guerra Civil – VS maus – Batman V Superman – filmes de super-heróis deste ano, Michael Phillips, do Chicago Tribune, pensa que Apocalipse vai ficar como “OK”. Ainda assim, isso não o impede de se referir ao filme como “tediosamente apocalíptico […] Eu não posso recomendar este mais recente X-Men sem entrar num território problemático e um pouco embaraçoso.”

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Ele continua: “Não é nenhuma joia. É simplesmente grande e longo (duas horas e meia, o comprimento ultimamente normal destes produtos) […] Eu já vi filme pior este ano. E melhor.”

The Wrap

X-Men Apocalipse Mística

Alonso Duralde do The Wrap acrescenta mais uma crítica negativa. “O que uma vez subiu agora afunda”, escreve Duralde, comparando Apocalypse aos filmes X-Men anteriores de Singer. Chamando o filme de “sobrecarregado”, “estupidez absoluta” e “uma decepção chocante”, Duralde parece particularmente irritado com o próprio Apocalipse, interpretado por Oscar Isaac d’O Despertar da Força e Ex Machina. “Ele é genericamente mau, que quer essencialmente destruir tudo e todos no planeta, um plano que não só é difícil de levar a sério, mas também não dá o roteirista Simon Kinberg nenhuma carne metafórica. […] Você vai encontrar apostas mais genuínas em Angry Birds: O Filme.”

New York Daily News

X-Men Apocalipse Mercúrio

Mas espere! Não fique muito triste, fãs dos X-Men, porque um crítico realmente gostou do filme. Edward Douglas, do New York Daily News, ofereceu uma avaliação de quatro estrelas. “Com o seu quarto filme, X-Men: Apocalipse, o diretor Bryan Singer prova que ainda é tão bom quanto o Professor X em lidar com os mutantes da Marvel”, Douglas escreveu, contrariando completamente muitos de seus pares.

Na verdade, Douglas parece encontrar um lado positivo no que muitos críticos consideram falhas, incluindo a abundância de personagens e enredo cru. “Depois de 16 anos trabalhando com os personagens, é óbvio que Singer os conhece bem o suficiente pra misturar e combinar diferentes épocas dos quadrinhos e ainda fazer funcionar como uma história coesa. […] As relações entre os personagens também transitaram bem das páginas de quadrinhos, mesmo com tantos novos atores nos papéis.”

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No final da sua análise, Douglas faz alusão ao fato de que, sim, há muita coisa acontecendo neste filme. “Às vezes, parece que Singer está tentando encaixar tanto quanto é humanamente possível neste filme, apenas no caso de ser o seu último”. Mas, no final, ele afirma que Singer sabe o que está fazendo por trás das câmeras. “No momento em que chega ao confronto climático contra Apocalipse, é óbvio que ele é uma força imparável, e tudo que leva até esse ponto é recompensador.”


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