Os 10 melhores jogos da franquia Final Fantasy de todos os tempos

Final Fantasy é um dos melhores games de RPG de todos os tempos. A franquia definiu e dominou o gênero por mais de uma década e parece estar encontrando um renascimento com o MMORPG Final Fantasy XIV – com o subtítulo mais do que justo A Realm Reborn – e o Action RPG Final Fantasy XV, ambos sucessos explosivos, apesar do complicado histórico de produção. É hora de relembrarmos os 10 melhores jogos da franquia. Como um TOP 10 teria inúmeros problemas e polêmicas, os títulos estão em ordem cronológica, sem definição de qual é melhor ou pior entre si.

Menção honrosa: Final Fantasy XV

Antes de mais nada, Final Fantasy XV é uma obra-prima. Estávamos todos com os dedos cruzados pra que não fosse mais um fiasco como outros jogos que ficaram em produção tempo demais e falharam, mas a Square Enix sabe o que é um ‘plot twist’ tanto dentro quanto fora dos seus jogos. Final Fantasy XV tem um enredo maravilhoso, uma jogabilidade de tirar o fôlego e um carisma que não víamos desde o PlayStation One. Por ser muito cedo pra avaliarmos se ele está entre os 10 melhores sem sermos tendenciosos, ele fica registrado em menção honrosa.

Final Fantasy

O começo triunfal de uma fantasia que vai durar pra sempre. Como uma cartada final de uma equipe com recursos limitados e probabilidades pessimistas, o primeiro Final Fantasy se inspirou pesadamente no RPG de mesa Dungeons & Dragons e trouxe um enredo gigante pras limitações de um cartucho de Nintendinho, conseguindo algo raro pra aquela época: conquistar o público ocidental. Final Fantasy estabeleceu padrões e tendências que foram praticamente regras pros RPGs eletrônicos por anos, gerando uma legião de fãs e dezenas de imitadores. Dali em diante, não havia retorno.

Final Fantasy IV

Os jogos do Nintendinho era divertidos, mas limitados em recursos e abstratos em enredo. Final Fatansy IV inaugurou a geração de jogos com um enredo tão ou mais complexo do que as grandes obras literárias. Personagens o suficiente pra causar orgulho ao George R R Martin – com algumas mortes dramáticas, diga-se de passagem -, muitas reviravoltas entre guerras, masmorras e traições, uma história de amor digna de Hollywood e toneladas de diálogos. Final Fantasy IV foi o começo das grandes narrativas dos games.

Final Fantasy VI

Final Fantasy VI é revolucionário por uma série de motivos. O enredo foi projetado pra não ter um protagonista definido, permitindo que os jogadores elegessem o seu favorito – Terra, Locke, Edgar, Shadow, pode escolher. O vilão, além de ser marcante pela loucura e crueldade, tinha um áudio próprio pra sua risada, inesquecível pra qualquer um que jogou o título por mais de 15 minutos. Os gráficos representaram o auge do Super Nintendo, forçando o console ao seu limite e deixando os jogadores de boca aberta com o detalhamento dos sprites de alguns adversários, como dragões e behemoths – sem falar na batalha final, eternamente épica. Tudo isso com um enredo e uma trilha sonora que só a Square pode oferecer. Se você ler um TOP 10 – ou TOP qualquer número – que não tenha Final Fantasy VI entre, pelo menos, os três primeiros, não leve a lista a sério.

Final Fantasy VII

Se Final Fantasy definiu os padrões do gênero de RPG, Final Fantasy VII definiu que RPG seria o gênero dominante da geração 32 bits. Lembra de quantos títulos maravilhosos tínhamos naquela época? Legend of Mana, Tales of Destiny, Grandia e a dá pra fazer uma lista só desses grandes RPGs. E como Final Fantasy VII conseguiu tal proeza? Pela primeira vez, saímos da fantasia medieval e entramos numa fantasia tecnológica – alguns dizem que é mais cyberpunk, outros que é fantasia urbana, mas isso não vem ao caso. Também pela primeira vez, os gráficos em 3D, doloridos hoje em dia, mas surpreendentes em 1997. A estreia do sistema de Limit Break, que tornou o combate ainda mais dinâmico. A maior lista de invocações de todos os tempos, que ficaram ainda mais impressionantes nos gráficos do PlayStation One. Um vilão tão legal que dava até vontade de torcer por ele. E daria pra citar mais umas dezenas de razões. É válido comentar que na época da produção do Final Fantasy VII, a mãe de Hironobu Sakaguchi – criador da franquia – faleceu, o que acabou influenciando no tom e na temática do título, que dá foco em assuntos como vida e morte e como a nossa vida continua, apesar da perda de alguém tão importante, o que injetou uma carga dramática pesada e comovente ao título.

Final Fantasy VIII

Existem dois tipos de pessoas no mundo: as que jogaram Final Fantasy VIII e adoraram e as que falam mal do Final Fantasy VIII porque nunca jogaram. Final Fantasy VIII pegou boa parte dos elementos do VII e aprimorou – como o sistema de Limit Break e de invocações – e deu uma profundidade inédita ao sistema de magias e como elas interferem nos atributos do seu personagem, além de explodirem em cima dos inimigos – uma complexidade exagerada, mas que não chega a atrapalhar quem simplesmente decide optar pelo ‘automático’. O enredo aborda um público mais jovem – que era maioria na década de 90 – sem perder o clima denso e sombrio e temáticas como guerra, morte, política e injustiça social. E, não menos importante, grandes novidades marcaram a franquia, como o card game próprio dentro do jogo e o dano acima de 10 mil num único golpe.

Final Fantasy IX

Lembra o que eu falei sobre não levar um TOP 10 a sério se não tiver Final Fantasy VI entre os três primeiros? Isso também se aplica ao IX. Enquanto cada Final Fantasy traz uma lufada de ar fresco a cada título, Final Fantasy IX tem aquele cheiro apaixonante de livro. O sistema de batalha é um retorno triunfal aos clássicos, enquanto o sistema de nivelamento é simples, agradável e divertido – aprender habilidades através dos equipamentos, como ninguém havia pensado nisso antes? O elenco é inquestionavelmente um dos mais carismáticos e memoráveis graças a figuras como Zidane, Vivi, Freya, Eiko e até coadjuvantes como Beatrix e Baku. E easter eggs! Easter eggs por todos os lados! Se você gosta de Final Fantasy, o IX é indiscutivelmente um título obrigatório na sua vida.

Final Fantasy Tactics

Nenhum spin-off tem o mesmo brilho que um título principal, exceto Final Fantasy Tactics. Com certeza um ponto fora da curva, esse jogo desafiador a cada batalha, rico demais em jogabilidade e em enredo e cheio de referências, não só aos outros títulos da série e à mitologia – o que já era de costume -, mas também históricas – já ouviu falar de uma certa Guerra das Rosas, que inspirou Game of Thrones? -, Final Fantasy Tactics é uma pérola que teria passado despercebida no PlayStatio One, não fosse todo o seu brilhantismo, que garantiram uma legião de jogadores dentro de um subgênero pouco popular do RPG.

Final Fantasy X

Voltando a falar de inovações que marcam não só uma franquia, mas todo um gênero: Final Fantasy X foi o primeiro com dublagem, o que potencializou a carga dramática do seu enredo e também foi o primeiro a usar as invocações como personagens que substituem o seu time, em vez de apenas uma criatura que surge do além, dá um golpe e vai embora. Tudo isso somado aos progressos naturais de gráficos, novos mini-games – passei dias só jogando blitzball e deixando a história principal pra depois – e personagens carismáticos e enredo intenso. Eu me lembro como muita gente comentava que estava faltando um grande título pro PlayStation 2, até chegar o Final Fantasy X e o discurso da vez se tornar ‘agora vale a pena comprar um PlayStation 2’.

Final Fantasy XI

O primeiro MMORPG da franquia só teve um defeito: jogos online ainda eram pouco acessíveis tanto pela necessidade de uma boa conexão e da mensalidade que quase nenhum pai queria pagar. Tirando esses grandes limitadores, o jogo ainda está online pra quem quiser experimentar e vale totalmente a pena. O sistema de classes é o melhor da franquia, o mundo é um dos mais instigantes – tanto que a Square Enix manteve boa parte dos conceitos no Final Fantasy XIV – e você tem muito mais liberdade de personalização das habilidades do que na maioria dos MMORPGs. Quer experimentar uma classe nova em 99% dos MMORPGs? Crie um personagem novo. Quer experimentar cada classe, mas só tem espaço pra menos de meia dúzia de personagens? Pague a mais pra ter mais espaço. Quer experimentar uma classe nova em Final Fantasy XI? Você pode trocar de classe com o seu personagem e voltar pro nível 1, sem perder todo o seu progresso na classe original, só destrocar depois – e isso se aplica a todas as classes do jogo, sinta-se livre pra experimentá-las. Cansado do sistema de facções bipolares cópias de World of Warcraft que domina os MMORPGs? Em Final Fantasy XI, você escolhe uma entre três nações, que são aliadas, mas disputam alguns territórios e o seu desempenho interfere em qual das nações tem maior ou menos influência em várias regiões ao redor do mundo. Acha chato jogar um MMORPG porque os heróis de verdade sempre são os NPCs, enquanto você é apenas mais um entre milhões de soldados que não movem o enredo em nada? Em Final Fantasy XI, você é o protagonista, existe uma história principal com início, meio e fim e, se você estiver jogando com seus amigos, cada um vai ver a cutscene com o seu próprio personagem como o principal, enquanto o restante da equipe estará ao redor. Tudo isso num MMORPG lançado em 2002. Final Fantasy XI é um dos melhores MMORPGs de todos os tempos e também um dos melhores jogos da Square Enix, pena que estava muito a frente do seu tempo.

Final Fantasy XIV – A Realm Reborn

Só uma franquia de jogos consegue lançar um jogo amplamente considerando um dos piores MMORPGs de todos os tempos pra então relançá-lo e receber o título de melhor MMORPG de todos os tempos. Final Fantasy XIV foi um tropeço muito feio na história da Square Enix, mas A Realm Reborn é como o voo da Fênix. Fica difícil falar que os gráficos são lindos, que o mundo é rico e complexo, que a história é maravilhosa, que a trilha sonora é impecável, porque todos os títulos da franquia merecem esses elogios, mas diferente dos meus argumentos, todos esses elementos não são repetitivos ao longo dessas três décadas de jogos, cada novo Final Fantasy traz gráficos, enredo, personagens, jogabilidade e trilha sonoras inovadoras em seu próprio direito. E Final Fantasy XIV – A Realm Reborn é uma progressão natural de todo esse legado. O sistema de craft é viciante, as batalhas exigem tanta atenção e agilidade do jogador quanto cooperação entre a equipe, o sistema de masmorras e batalhas de chefe dão um drama ainda mais intenso às cenas mais decisivas, lembrando não só que você está num jogo online, você também está desbravando um enredo épico. Como sempre, Final Fantasy oferece inovação e saudosismo na dose certa, arrebatando os iniciantes que são pegos de surpresa por uma franquia tão fantástica e emocionando os fãs dedicados que sempre se sentem em casa enquanto exploram mundos totalmente novos e desafiadores.

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