Os 10 processos mais absurdos da história dos videogames

O sistema judiciário de todos os países do globo já precisaram lidar com algum tipo de processo ridículo e absurdo por aí. E a indústria dos videogames, que já se tornou gigante no ramo do entretenimento, também não escapa disso. Muitas pessoas e grupos já moveram processos curiosos e questionáveis contra as mais diversas produtoras do ramo.

Entre gamers viciados, advogados que vivem em pé de guerra contra a indústria e questões de direitos autorais questionáveis, confira abaixo os 10 processos mais absurdos da história dos videogames.

10) A banda The Romantics x Activision

O caso: o grupo de rock The Romantics até permitiu que a Activision utilizasse sua canção “What I Like About You” em um dos videogames da série Guitar Hero, mas acabou decidindo processar a produtora da mesmo forma. O argumento dado pela banda é que cover usado no videogame era muito semelhante com a versão original, o que poderia confundir os fãs.

O resultado: um juiz da cidade de Detroit, nos EUA, fez o que qualquer pessoa consciente faria e negou o pedido da banda, já que a Activision conseguiu a reprodução legal da canção e não fez nada de errado.

9) As gêmeas Olsen x Acclaim

O caso: a extinta produtora Acclaim produziu uma série de games estrelada pelas gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen, que foi cancelada em 2004 pelos problemas financeiros que a empresa começou a passar.

A gêmeas, a partir de sua companhia de produção, decidiram processar a empresa, após não aceitarem o abandono de sua franquia de games.

O resultado: a Acclaim acabou tendo de pagar uma multa de 500 mil dólares para a empresa das gêmeas. Mas no fundo, ninguém ligou, já que esses games são praticamente desconhecidos até hoje.

8) Gate Five x Beyoncé

O caso: temos diversos exemplos de videogames inspirados em celebridades que são verdadeiras bombas, como 50 Cent: Bulletproof. A cantora Beyoncé, quase que fez um game em seu nome, mas desistiu do negócio, sem saber que lhe traria um enorme problema.

A empresa Gate Five estava produzindo um jogo de dança inspirado na cantora, chamado de Starpower: Beyoncé, e a ex-integrante do grupo Destiny’s Child até chegou a participar da captura de movimentos para o videogame. Mas após ter gasto quase 6,7 milhões de dólares para produzi-lo, a Gate Five recebeu a informação de que a cantora desistiu do projeto.

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Irada com a essa notícia, a empresa decidiu processar Beyoncé em US$ 100 milhões, alegando que teve demitir alguns funcionários por conta do abandono do projeto, além de afugentar possíveis investidores.

O resultado: o processo foi concluído após um acordo entre as duas partes, que não teve suas informações divulgadas. Mas é um bom exemplo de que estrelas e celebridades não devem se aventurar em projetos de áreas que não possuem grande conhecimento.

7) Um gamer russo x Bethesda

O caso: um gamer russo decidiu processar a produtora Bethesda por conta de um vicío seu. Não, não tem relação com drogas ou álcool. O rapaz alegou que ficou tão viciado em Fallout 4 que viu sua vida ruir por conta do videogame.

O gamer, de 26 anos e que pediu para não ser identificado, não conseguiu parar de jogar o game durante três semanas. Por conta disso, afirmou que perdeu seu emprego, sua esposa o deixou e sua vida social desapareceu. Além de ter deixado de comer e dormir diversas vezes apenas para jogar.

Ele solicitou uma indenização de 7 mil dólares junto à produtora.

O resultado: nada mais foi divulgado a respeito do caso, o que é indício de que, provavelmente, o russo teve bom senso e cancelou o processo. Mas ainda há quem diga que se tratou apenas de uma brincadeira.

6) No Doubt x Activision

O caso: esse é outro exemplo envolvendo a Activision e sua famosa série Guitar Hero. Dessa vez, a banda No Doubt procurou a justiça após descobrir que os avatares de seus membros poderiam interpretar outras canções que não fossem as da banda.

Só que a Activison não deixou barato e também processou a banda, com a alegação de que os avatares poderiam ser, sim, utilizados em outras canções, e que o grupo deveria ter pesquisado melhor sobre o assunto antes de assinar o contrato.

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O resultado: algumas semanas antes do início do processo, as duas partes chegaram a um acordo. Gwen Stefani e seus colegas de banda receberam apenas uma quantia pequena de dinheiro por parte de Activision.

5) Tim Langdell x a própria indústria

O caso: Tim Langdell, fundador da Edge Games, decidiu monopolizar o uso da palavra inglesa “edge” (algo como “limite”) dentro da indústria, e processou a EA por conta do nome do videogame Mirror’s Edge.

Langdell se aproveitou do fato de ter retirado um jogo para iOS, conhecido apenas como Edge, da App Store, para ter movido esse processo contra a empresa.

O resultado: quatro meses após abrir o processo, Langdell chegou a um acordo com a EA, mas o resultado não foi favorável pra ele: a Edge Games precisou abrir mãos de muitas de suas marcas que continham a palavra “Edge.”

4) Universal x Nintendo

O caso: a Nintendo é uma das grandes produtoras de videogames do planeta, mas não era tão famosa assim em 1982, ano em que lançou o famoso e histórico arcade do Donkey Kong. Só que isso não agradou o estúdio de  cinema Universal.

A empresa alegou que a Nintendo infrigiu direitos autorais sobre o filme King Kong e processou a gigante japonesa dos games. A Nintendo não deixou barato e contra-atacou com outra ação judicial.

O resultado: a Universal acabou passando vergonha com o processo. A corte julgou a Nintendo inocente, por que o Donkey Kong era apenas uma paródia do King Kong. E um advogado da empresa japonesa ainda alegou que a Universal sequer tinha os direitos do filme.

3) Qualquer caso envolvendo o advogado Jack Thompson

O caso: na verdades, são os casos. O advogado Jack Thompson se tornou uma pedra no sapato da indústria dos videogames. Qualquer jogo violento que é lançado (especialmente qualquer produção da Rockstar) vira alvo do advogado. Crimes ligados a videogames? Thompson também colocava seu dedo, pronto para dizer que as produtoras estavam provendo violência e um banho de sangue.

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O advogado já processou as mais diversas franquias de games, como Grand Theft Auto, Bully, Manhunt e Mortal Kombat, se tornando inimigo dos produtores e suas empresas. Thompson tentou proibir a circulação e venda de muitos títulos por aí, alegando que se tratava de um perigo para a sociedade.

O resultado: apesar de toda a fama e repercusão que ganhou, as cruzadas de Thompson contra a indústria não deram certo e ele nunca venceu nenhum dos processos que já moveu em sua carreira.

2) Lindsay Lohan x Rockstar

O caso: esse é um processo que ainda está fresco na cabeça dos gamers mundo afora. A Rockstar se envolveu em outra polêmica após a atriz Lindsay Lohan acusar a produtora de usar sua imagem sem permissão em GTA V. Basta ver a imagem acima e chegar às suas conclusões.

Mesmo que a intenção da Rockstar fosse apenas satirizar a atriz, o game não passa de um trabalho de ficção, o que fez muitos por aí ironizarem o processo movido pela atriz.

O resultado: a corte da cidade de Nova Iorque decidiu não investigar o processo, mesmo após Lohan afirmar que a suposta imagem sua infringia outras marcas, como a conhecida pose de paz com as mãos, algo que chega a ser ridículo e absurdo.

1) Nintendo x Blockbuster

O caso: a Nintendo não gostava muito das locadoras de games nos Estados Unidos. Mas se aproveitou de uma falha da rede de locadoras Blockbuster e decidiu mover um processo contra a empresa.

A Nintendo não gostou nenhum pouco de ver a Blockbuster trocando os manuais originais de seus videogames por cópias, uma prática que era comum na rede de locadoras, alegando que se tratava de uma violação de propriedade intelectual.

O resultado: o caso foi favorável para a Nintendo, mas ela recebeu uma indenização que lhe rendeu apenas uma mixaria. Pelo menos, conseguiu fazer a Blockbuster parar de copiar seus manuais.

Mas as mídias digitais, alguns anos depois, realizaram o desejo da Nintendo de acabar com as locadoras não só de games, mas principalmente de filmes.

Fonte: WhatCulture


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