Por que a história de Star Wars: Os Últimos Jedi mudou o futuro da saga

Agora que Star Wars: Os Últimos Jedi fez sua estreia nos cinemas, podemos dizer que o longa foi importante por modificar o universo da saga. A recepção da crítica foi bem positiva e muitos afirmam que é o melhor filme da série desde O Império Contra-Ataca. Já os fãs não foram tão bem receptivos assim e consideraram Os Últimos Jedi apenas mediano.

A vontade de Os Últimos Jedi em fazer mudanças nos status quo da série é o que faz dele seu elemento mais controverso. Seja pelo fato de eliminar certos aspectos clássicos para abrir portas para novos personagens e enredos ou por introduzir novos elementos para a misteriosa Força, o longa não teve medo de arriscar e fazer certas mudanças para a franquia, o que pode explicar por que certos fãs não foram tão bem receptivos.

Independente se você amou ou odiou Star Wars: Os Últimos Jedi, ele mudou o universo da saga para sempre. Ele subverteve as expectativas e desafiou certos aspectos de um filme clássico da saga. Entenda mais a respeito disso abaixo.

Atenção: spoilers abaixo de Os Últimos Jedi

O potencial ilimitado da Força

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Um dos pontos mais controversos de Os Últimos Jedi, conforme dito acima, teve relação com a Força. Até mesmo quem gostou do filme, com certeza, questionou as novas habilidades que foram reveladas aqui. Os usuários da Força sempre revelavam uma nova carta na manga e cada longa da franquia sempre apresentou uma ou duas habilidades novas.

Mas Os Últimos Jedi mostrou coisas até demais com relação à Força. Por exemplo, após os TIE Fighters destruírem parte do destroyer da Resistência, pareceu o fim da General Leia. Até que surpreendentemente, ela consegue voltar, telecineticamente, para a nave. Fãs mais casuais podem ter achado estranho esse momento a lá Marry Poppins, mas os fãs de carteirinha já sabiam que ela é sensível à Força.

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Acontece que Leia jamais havia demonstrado os poderes da Força anteriormente. Então, como que ela, de repente, foi capaz de fazer uso dela para sobreviver à explosão e se manter por tanto tempo no espaço? Bem, ela é uma Skywalker.

Posteriormente, a habilidade de Luke em projetar sua própria imagem pelo espaço por um período de tempo tão grande e distrair Kylo Ren foi uma grande revelação, no mínimo. O fato de que ele foi capaz de fazer sua projeção tangível (ele conseguiu entregar os dados dourados para Leia) é ainda mais surpreendente. E não vamos nos esquecer que o fantasma do Mestre Yoda foi capaz de “chamar” um raio para destruir o Templo Jedi. Isso significa que Luke poderá ajudar da mesma forma no Episódio IX?

Se levarmos em conta tudo que aconteceu em Star Wars: Os Últimos Jedi, não há mais como prever o que a Força é capaz de fazer.

Deixando os Skywalkers para trás

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Podemos dizer que os seis primeiros  principais da franquia Star Wars foram focados na história da família Skywalker e heróis de diferentes linhagens, como Han Solo, Obi-Wan Kenobi e Lando Calrissian.  Mas de qualquer forma, o clã Skywalker foi o centro das atenções. O Despertar da Força foi o primeiro passo para fugir dessa temática, ao optar por um foco em um grupo de novatos (e Han Solo).

Mas o filme ainda manteve alguns laços com a primeira família da saga, pois descobrimos que Kylo Ren é um Solo/Skywalker e que o parentesco Rey abriu um leque de possibilidades para uma revelação chocante. Os Últimos Jedi, no entanto, deu os primeiros passos para expandir o mito da saga além dos descendentes de Anakin Skywalker.

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Obviamente, o maior indício desse passo foi a morte de Luke Skywalker. O garoto fazendeiro que veio do nada e salvou a galáxia da tirania do Império acabou morrendo e se foi. E o que a galáxia terá de fazer para conseguir interromper a Primeira Ordem? Novamente, um novo grupo de heróis, que veio do nada, terá de salvar o dia.

A revelação de que Rey não vem de uma linhagem especial é algo ainda mais revelador do que ela ser irmã de Kylo Ren ou ser neta de Obi-Wan Kenobi, como alguns especulavam. Poe e Finn também não possuem nada de especial, o que prova que os heróis da saga não precisam ter uma linhagem ou algo de especial para se tornarem os novos salvadores da galáxia.

De qualquer forma, dois laços dos Skywalkers ainda continuaram presentes quando os créditos de Star Wars: Os Últimos Jedi começam a subir: Leia e Kylo Ren. No caso da General, seu retorno já está descartado, por conta da morte de Carrie Fisher (e esperamos que ela tenha uma despedida honrosa). Assim, Kylo será o único personagem do Episódio IX que tem o sangue Skywalker. Já sabemos que ele é um vilão cheio de conflitos, igual Darth Vader. E se nada mudar, é bem provável que o último Skywalker encontre seu fim no Episódio IX.

Um mundo que não é tão preto e branco

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A batalha sem fim entre o bem e o mal é algo que sempre gostamos de ver, mas talvez já tenha passado um pouco do ponto aqui. Todos os sete episódios anteriores da saga Star Wars deixaram bem claros quem são os mocinhos e os vilões. Isso não é diferente em Os Últimos Jedi, mas o Episódio VIII teve a coragem de eliminar vilões mais que estabelecidos (a Capitã Phasma e Snoke) e adicionou algumas dimensões para a figura de seus heróis (especialmente Luke), mesmo que não tenham laços exatamente heroicos.

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Os heróis em Star Wars: Os Últimos Jedi, frequentemente, não tomam decisões corretas. Luke nunca deveria ter dado uma de Obi-Wan e abandonado a galáxia. O plano de Finn, Rose e Poe em destruir o rastreador da Primeira Ordem pareceu que ia dar certo, mas falhou no último minuto. Rey decidiu se entregar para a Primeira Ordem como forma de conseguir converter Kylo Ren para o lado bom e, por pouco, também não deu errado.

Os heróis, constantemente, cometem seus erros e quase pagaram com a vida por isso, mas isso dá um pouco de legitimidade para eles em relação aos protagonistas anteriores, que pareciam quase perfeitos. Afinal de contas, todos nós já cometemos erros na vida.

Além de ter matado Luke Skywalker, o outro ponto chocante de Os Últimos Jedi foi ter tirado o Líder Supremo Snoke da jogada. Todas as teorias que os fãs construíram nos últimos dois anos foram ralo abaixo com um simples movimento da Força por parte de Kylo Ren, que matou seu mestre em um momento muito mais antecipado que nós esperávamos. E por que ele fez isso? Por que Snoke não é tão complexo quanto Kylo. O antigo Ben Solo tem uma história própria e seu comportamento imprevisível também faz o Episódio IX ser imprevisível.

Sim, dessa vez os créditos subiram sem aquela sensação de que os mocinhos venceram e os vilões perderam. Pode apostar que o final dessa trilogia, igual aconteceu em Os Últimos Jedi, é muito mais complexo do que isso.

Fonte: Screen Rant


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