The Walking Dead: o impacto da morte de Carl para a 8ª temporada

A oitava temporada de The Walking Dead retornou das férias de inverno no último domingo (25), e os fãs tiveram de lidar com uma perdas mais pesadas das últimas temporadas: a morte de Carl Grimes. O episódio, chamado “Honra”, mostrou as horas finais do personagem, que aceitou tranquilamente seu fim. Mas apesar de ter falecido em certa paz, sua morte terá um impacto imenso para o restante da temporada, já que os dois lados da guerra irão processar essa perda.

Obviamente, o personagem de The Walking Dead que será mais afetado pela morte de Carl é seu pai, Rick. Agora, precisará lidar com a morte do filho e com a culpa de não poder fazer nada para evitar esse desfecho. Além disso, se realmente quiser honrar o último desejo de Carl, terá de encontrar uma forma de fazer as pazes com Negan e os Salvadores e dar um fim a essa guerra. E é justamente isso que deve definar o restante da trajetória da temporada 8.

Primeiramente, vale lembrar que já existem duas facções emergindo dentro do próprio grupo de Rick: aqueles que querem acabar com os Salvadores e os que acham que deve haver alguma forma de encontrar a paz. É um grande desacordo em um momento crucial para esse grupo, algo que já foi abordado na primeira metade na temporada.

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No segundo episódio, por exemplo, Rick mata um salvador durante uma busca por armamentos. Quando consegue encontrar a chave que o homem guardava, Rick abre a porta de uma sala próxima. Só que ao invés de armas, apenas encontrou a filha do sujeito deitada em um berço. É possível ver que o protagonista ficou abalado ao perceber que havia acabado de matar um pai, e muitos fãs concordaram que os mocinhos também podem estar errados. Foi um momento que nos lembrou que não existem pessoas exatamente ruins entre os Salvadores.

Pouco tempo depois, após Morgan e sua equipe capturarem um posto do grupo inimigo, Jesus insiste para que os Salvadores capturados sejam feitos prisioneiros ao invés de serem mortos. Mas Tara e Morgan não concordam, apesar de suas razões distintas. Tara ainda é movida por seu desejo de vingança, enquanto que Morgan se encontra no meio do conflito de sua política de não matar, que quebrou no final da 7ª temporada. No final, a opinião de Jesus venceu.

Uma vez que retornam para Hilltop/Alexandria, Maggie aceita, mesmo que relutantemente, fazer os Salvadores de prisioneiros. Mas apesar de sua decisão humana, não pode escapar da realidade de que está alimentando e protegendo as pessoas responsáveis pela morte de Glenn.

Por fim, no quinto episódio, Negan e o Padre Gabriel têm uma tarde um tanto quanto filosófica dentro de um trailer cercado por zumbis, e até acabam mostrando um certo respeito, após confessarem seus pecados. Depois que conseguem escapar, Negan diz para o Padre que “pessoas são fonte.”

Com essa fala, descobrimos que os métodos brutais e psicopatas de Negan são apenas parte de um show, como forma de amedrontar aqueles que não andarem na linha. Negan pode não ser o cara mais tranquilo e bonzinho, mas revelou uma intenção altruísta em seu comportamento.

Existem pessoas dos dois lados que querem que a guerra atual de The Walking Dead continue. E a morte de Carl possui potencial para jogar mais gasolina nesse quente conflito, e muito do que acontecerá daqui pra frente dependerá das decisões de Rick.

Vamos relembrar que o último desejo de Carl era que Rick encontrasse uma forma de terminar com esse conflito. E se o protagonista realmente quer deixar um mundo melhor para Judith, como o filho pediu, terá uma árdua tarefa pela frente. Ele terá de vender a ideia, para seu grupo, de que é possível coexistir pacificamente com as pessoas que mataram brutalmente muitos de seus entes queridos.

É um pedido que pode causar um conflito entre o grupo de Rick em um momento no qual os Salvadores estão tentando encontrar diversos pontos fracos de seus rivais. Ainda assim, sabemos que existem membros dos Salvadores que sabem que uma matança desenfreada não é exatamente a solução, como é o caso de Eugene.

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Assim, já podemos dizer que a morte de Carl deve determinar os próximos passos da guerra, principalmente se Rick escutar o último desejo do filho.

Explicação da cena do Rick barbudo

Em seus momentos finais, Carl fica em companhia de Rick e Michonne, que se tornou uma figura materna para ele. E ele chega a mencionar um sonho interessante que estava tendo ultimamente.

Carl diz que sonhou com um futuro pacífico no qual a guerra com os Salvadores terminou e todos aparentar estar vivendo e trabalhando sem maiores problemas. Não existem zumbis por perto, Judith está mais velha e Eugene retornou. A única diferença real é que Rick tinha uma longa e branca barba, o que confirma que o sonho de Carl se trata da sequência vista no início da temporada, que intrigou muitos fãs, além de ser justamente o seu último pedido.

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No fundo, não se tratava de algum sonho de Rick ou uma visão do futuro, igual muitos fãs de The Walking Dead especularam, mas sim desse sonho de Carl. As últimas palavras do personagem para Judith foram “às vezes, os filhos precisam mostrar aos seus pais o caminho”, e com esse sonho, Carl pode ter mostrado ao seu pai o futuro que ele precisa construir. Sim, é difícil que as coisas saiam do jeito que desejava e que o persongaem não terá a oportunidade de ver isso acontecer. Só por mais que o caminho seja difícil e tortuoso, Rick pode trabalhar para que isso se torne realidade.

O episódio também revelou detalhes do que preciso fazer para que essa paz seja alcançada dentro de The Walking Dead. Por exemplo, Jerry aparece no sonho, o que significa que ele não é mais um prisioneiro, mas que vive tranquilamente, feliz e com saúde. Eugene está lá também, o que significa que é preciso perdoar aqueles que já traíram. E, principalmente, se Rick deseja paz após o término do conflito, precisará aprender a trabalhar com eles. Incluindo Negan, que aparece na cena vivendo pacificamente ao lado do demais.

Fontes: CBR e Screen Rant

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